Entre a música e as artes
Luís Roquette começou Design de Equipamento na Faculdade de Belas Artes, mas deixou o curso logo na primeira aula. Sentiu que aquele não era o caminho e levantou-se e saiu.
Seguiu-se a formação no Hot Club de Portugal, onde explorou sons, instrumentos e improvisação.
O fado antigo
Desde os quinze ou dezasseis anos que o interessa o fado de Carlos Ramos, Maria Teresa de Noronha, Amália, Frei Hermano da Câmara e João Ferreira Rosa. Queria perceber porque cantava aquela geração e o que a levava aos poemas.
A estética dos anos 50 e 60 continua a ser um dos seus contextos de eleição.
Palavra e silêncio
A Bíblia e a Eucaristia, a que assiste várias vezes por semana para escutar o silêncio e observar as pessoas, marcam as suas composições.
Escreve menos sobre o que lhe acontece no amor e mais sobre uma luz que vem de fora, passa por ele e volta a sair. Para Luís Roquette, qualquer arte é oração profunda, e fazem falta poetas que cantem a dimensão espiritual da vida, para lá das paixões e das construções humanas.
Fonte
O percurso e as palavras de Luís Roquette neste texto resumem a entrevista que deu à Agência Ecclesia em 14 de agosto de 2024.
Ler a entrevista na Agência Ecclesia
Proposta de site, a validar pelo Luís Roquette antes de ser apresentada como oficial.